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quinta-feira, 30 de março de 2017

O que eu achei de Fragmentado e a complexidade da mente humana

E finalmente consegui assistir Fragmentado. Eu ouvi tanta gente falando desse filme, tanta gente falando que eu precisava ver esse filme, que não tinha como deixar ele passar. Na verdade a primeira vez que eu ouvi falar desse filme foi quando vi o trailer dele no cinema lá no meio do ano passado (mais ou menos). Eu achei a ideia do filme muito doida!


Mas sobre o que é Fragmentado? Eu acho que todo mundo já sabe mas, o filme conta a história de um homem que tem Transtorno Dissociativo de Identidade. Oi? O que é isso? Basicamente a pessoa tem mais de uma personalidade, mais de uma "pessoa" dentro dela mesma. Sim, isso é muito doido! E o filme fica mais doido ainda porque o Kevin, personagem principal do filme incrivelmente interpretado pelo James McAvoy, tem 23 personalidades. Você consegue imaginar uma pessoa que tem 23 pessoas dentro dela mesma? Pois bem, foi por isso que eu queria tanto ver esse filme. Bom no filme ele sequestra 3 garotas e a história é essa (não posso contar mais nada porque estraga todo a graça).

O filme se passa o tempo todo em basicamente dois lugares: o lugar que o Kevin mora e leva as meninas (que não posso falar muito também mas não é bem uma casa) e o consultório da psicóloga/psiquiatra/terapeuta/não sei qual profissional da saúde ela é dele. No decorrer do filme as meninas percebem que o Kevin não é uma pessoa "normal" e uma delas começa a entender mais ou menos como lidar com ele. Mas a coisa vai ficando cada vez mais tensa porque algo durante o filme está acontecendo e quando passamos um pouco mais da metade do filme essa coisa acontece de verdade e ai ferra a coisa toda e você fica chocado. Eu não sei como e nem posso falar sobre esse filme mais do que isso porque qualquer coisa além disso é um spoiler gigante. E eu imagino como vocês estão com raiva agora com esse texto então vai logo pro cinema e mata a curiosidade ok? Quer uma dica? Não veja trailer nenhum porque a graça está em conhecer o Kevin durante o filme. Só vá no cinema sabendo que você vai ficar com um misto gigantesco de sensações e vai se pegar fazendo caras estranhas durante todo o filme, assim como eu fiquei fazendo caras e bocas.

Uma coisa legal desse filme é que ele fala de uma forma muito legal sobre transtornos mentais, explicando muito bem sobre o TDI e outros e sempre falando que essas pessoas não são inferiores por terem essas condições. E ainda deixa uma pulga atrás da orelha: será que essas pessoas não são na verdade mais evoluídas que todos nós e nós julgamos elas como fracas? Fica aí a dúvida.


Agora falando um pouquinho de Transtorno Dissociativo de Identidade, gente eu já tinha ouvido falar sobre isso mas olha...não sabia nem metade! É como se vivessem várias pessoas MESMO dentro de você. A pessoa que sofre desse transtorno pode ter uma personalidade homem, a outra uma mulher, a outra uma criança, etc. Uma das personalidades pode ser extremamente forte e entortar barras de ferro enquanto a outra pode ser muito fraca e não aguentar nem um saco de arroz. Você pode uma hora falar com sotaque alemão e na outra saber falar chinês. Tem casos que a pessoa muda o seu estado bioquímico. Sim, uma personalidade tem diabetes, a outra tem colesterol alto e a outra não tem nada! Além disso muda feições, gestos, modo de andar, tom de voz. Tudo! Olha como a nossa mente e nosso corpo são coisas complexas. Como isso pode acontecer? Bom, pelo que eu pesquisei a grande maioria dos casos ocorrem após um grande trauma. Dá uma olhada nesses 5 casos famosos de TDI e no caso dessa mulher que só conseguia enxergar quando trocava de personalidade pra você ter uma ideia. E se quiser saber mais tem esse texto muito bom que explica tudo beeem certinho.

Olha, depois desse filme e de tudo o que eu vi eu só posso dizer uma coisa: nunca, eu disse nunca, duvide da capacidade da mente humana de te surpreender. Até a próxima!!

segunda-feira, 27 de março de 2017

Lollapalooza 2017, a diferentona MØ e o show maravilhoso do The Weeknd

Tem festival mais diverso e livre que o Lollapalooza? O festival chegou por aqui em 2012 e eu sempre quis ir, mas nunca tive oportunidade (lê-se companhia e dinheiro ao mesmo tempo). Confesso que nenhuma edição me animava 100% por que o line up do Lolla é muito diversificado e acaba indo muitos artistas e bandas que a gente não conhece muito no meio de alguns artistas que a gente conhece mais ou menos. E na verdade, essa é a graça do festival: juntar artistas que você conhece algumas músicas ou já ouviu falar (e que você muito provavelmente não pagaria para ver um show só deles) com artistas que você nunca ouviu falar mas que você pode conhecer ali na hora e gostar.Aliás essa é a parte mais legal do festival, conhecer artistas novos que você talvez não acharia sozinho navegando pela internet.

Eu e o meu namorado na entrada do Lollapalooza 2017
Esse ano tivemos como principais atrações Metallica, The xx, The Chainsmokers no sábado e The Weeknd, Strokes, Melanie Martinez e o DJ Marin Garrix no domingo. Eu só fui no domingo e o que eu estava mais ansioso pra ver era o The Weeknd. Eu amo o último cd dele, o Starboy, e eu queria muito ver como as músicas maravilhosas desse cd se saíam ao vivo no palco. Mas antes de falar dele, vamos falar um pouco do evento em si.
Eu nunca tinha ido em um evento tão grande. O Lollapalooza acontece no Autódromo de Interlagos e é um evento gigantesco com 4 palcos e mais de 45 atrações. Eu sabia de tudo isso, mas não imaginava a dimensão disso. Eu até brincava falando que queria ver mais de um show no mesmo horário e que ia tentar ver um pouco de um show e depois ir para o outro, mas a verdade é que não dá pra fazer isso porque o espaço é gigantesco e você leva pelo menos uns 10 minutos de um palco ao outro andando (sério!). Eu achei isso muito doido porque eu estou em um único evento e demora tudo isso andando? Sim, demora! E não apenas pela distância mas também pela multidão que você tem que andar entre ela pra chegar nos lugares.

Visão do evento quando estávamos entrando no Autódromo de Interlagos
Aliás multidão é apelido. Segundo o evento tinham mais de 190.000 pessoas no local, mas eu tenho quase certeza que tinha bem mais gente (pelo menos umas 300.000). Eu nunca vi tanta gente em um lugar só. Na foto acima não dá pra ter nem 5% de noção do tanto de gente que estava curtindo os shows. E na foto também não da pra ver quase nada do evento, apenas a entrada e o primeiro palco. Acreditem, esse é só 1/4 do espaço. Apesar do tamanho do evento e do número de pessoas eu achei tudo muito organizado. Desde o momento que você sai da estação de trem (Estação Autódromo) onde eles colocaram grades na rua indicando o caminho até o evento, a entrada das milhares de pessoas que foi muito rápida até a compra de bebidas que achei que seria um problema não foi. O que demorou mais mesmo foram as filas para comprar comida, mas comida não fica pronta na mesma hora que você pede né?
MØ fazendo suas dancinhas divertidas e estranhas
Como eu fui só no domingo e acabei chegando um pouco tarde (por volta das 15:30h), acabei vendo apenas dois shows. Mas já valerem muito o evento todo. Primeiro vi o show da MØ, uma cantora dinamarquesa muito diferentona. Ela ficou famosa quando lançou a música Lean On com o Major Lazer e o DJ Snake e algumas músicas suas ficaram bem famosinhas como Kamikaze e seus últimos singles bem animados e divertidos: Final Song e Drum. Ela também é uma das queridinhas do produtor musical Diplo. O show dela foi muito divertido! Ela tem uma energia muito boa, faz as dancinhas estranhas que a gente adora e bota o povo pra cantar e gritar. Ela também desceu do palco e foi pra galera, deu vários abraços nos fãs e se divertiu muito durante o show. Os pontos altos da apresentação ficam, é claro, com os singles Final Song, Kamikaze e Drum, com a música dela com o Major Lazer e quando ela deu uma palinha da sua outra parceria com o Major Lazer e com Justin Bieber, Cold Water. Foi um show muito divertido que deu pra curtir o finzinho de tarde.

Quando a MØ foi pra galera


Mas o que eu estava esperando mesmo era o show do The Weeknd. Ele ia acontecer logo depois do da MØ, então assim que o show dela acabou toda a multidão que estava assistindo ela foi junta pro show do The Weeknd. Só que o palco que ele ia se apresentar fiava do outro lado do evento, o que nos rendeu uma caminhada de uns 10 minutos. O que não é ruim pois o Lolla tem tanta coisa pra ver e fazer que é legal você dar uma caminhada pra explorar o lugar..

The Weeknd arrasando no palco do Lollapalooza 2017
E então começou o show do The Weeknd. E ele cantou pra um mar de gente. E quanto eu digo mar pensa em um oceano MESMO! Era muita gente! Eu chuto umas 150.000 pessoas no mínimo. Os palcos de festivais são gigantes, então você ficar lá atras não é um problema pois você consegue ver muito bem e os telões enormes ajudam também. E no fim, o que conta é a energia da galera e os efeitos visuais dos palcos. O The weeknd só cantou hits e músicas MARAVILHOSAS do seu último cd, Starboy (que eu já falei muio bem no começo do post). Eu não consigo nem falar muita coisa porque vai ser pouco. O show dele é muito bom, a voz dele é idêntica do CD, ele tem uma ótima presença de palco e os efeitos de luz do palco dele são muito legais. Foi 1 hora mais ou menos pulando sem parar. Os pontos altos ficam por conta de Can't Feel My Face, Starboy, The Hills e da animadíssima False Alarm.

The Weeknd  seu palco cheio de efeitos

O domingo terminou com um gostinho de quero mais. Ano que vem quero tentar ir nos dois dias, pois um dia só é muito triste porque passa muito rápido. A energia do Lollapalooza é muito boa porque lá todo mundo é muito livre. Ninguém julga você independente se você é homem, mulher, trans, gay, hetero, etc. Vi homens usando saias e vestidos e mulheres apenas de jaqueta, sem blusa com flores coladas no seios apenas. Vi cabelos de todas as cores e casais de todos os tipos. E todo mundo se respeitando e interagindo. Fui muito bem atendido por todos os funcionários e atendentes. Senti que todo mundo estava na mesma energia mesmo sabe? Na verdade essa é a imagem que o Lolla prega né? Espalhados por todo o lugar você vê cartazes e bandeiras escritos "Love is Love", "Igualdade", desenhos de homens se beijando, mulheres se beijando, respeito religioso e diversas mensagens de respeito ao próximo. Que bom seria se o mundo todo fosse assim né? Parabéns Lolla, e que venham muitos mais edições desse festival maravilhoso. Até a próxima!
Os cartazes espalhados por todo o festival
Ps: as imagens dos shows notoriamente não são tiradas por mim pois as minhas não ficaram muito boas, rs. Apena as duas primeiras foram minhas mesmo.


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